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Home / Noticias / Indústria de calçado vive o melhor trimestre dos últimos dez anos.4.Set.2010
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
  
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Indústria de calçado vive o melhor trimestre dos últimos dez anos.


O primeiro trimestre de 2010 foi o melhor da última década para a indústria portuguesa de calçado, com a produção, emprego e encomendas a melhorarem.

Contudo o "aumento brutal" das matérias-primas e as medidas de austeridade preocupam os empresários.

 
Segundo a análise trimestral de conjuntura da Associação Portuguesa de Calçado (APICCAPS), que inquiriu perto de 10% das 1.300 empresas do sector, praticamente metade (49%) dos empresários afirmaram que a produção estabilizou e 28% diz ter aumentado.

 
Este facto permitiu uma recuperação na utilização da capacidade produtiva, que já está "a níveis normais para a época do ano" para cerca de dois terços das empresas.

 
Esta melhoria reflectiu-se também positivamente no emprego, com uma tendência de aumento do número de pessoas ao serviço na indústria: "Embora quatro em cada cinco empresas afirmem que ele permaneceu inalterado, as que dizem que aumentou são mais do que as que dizem que diminuiu", nota a APICCAPS.

 
Relativamente ao estado dos negócios, pela segunda vez nos últimos três trimestres são mais as empresas que entendem que é "bom" do que as que pensam que é "mau", sendo esta proporção a mais elevada desde 2001. Ainda assim, três em cada quatro empresas consideram que o estado dos negócios é "suficiente".

 
No que respeita à evolução da carteira de encomendas, 43% das empresas diz ter estabilizado, 27% afirma ter aumentado e 29% refere ter diminuído, notando-se um melhor desempenho das empresas com maior peso de colecção própria nas suas vendas.

 
As respostas dos empresários apontam para "algum reforço do tempo de produção assegurado pela carteira de encomendas", com a percentagem das que dizem ter "dois ou três meses" ou mais de actividade garantida a aumentar de 33 para 45% e as que dizem ter menos de um mês a cair de 20 para 14%.


 Apesar deste desempenho, a APICCAPS não esconde a "preocupação" com os problemas de abastecimento e com o "aumento brutal" do preço das matérias-primas, "superior a 30%" e que tem particular impacto porque estas "representam mais de metade do custo total do calçado".

 
"Estamos a meio da colecção e agora é muito difícil renegociar os preços que já tinham sido estipulados com os clientes", disse à agência Lusa fonte da associação.


 A preocupar os empresários estão também as medidas de austeridade anunciadas pelos vários governos europeus: "Exportamos 95% da produção e estas medidas implicarão, certamente, quebras no consumo", antecipam.

 
Ainda assim, as empresas "mostram-se muito optimistas" quanto ao segundo trimestre e as que esperam um aumento da produção supera em nove pontos percentuais as que prevêem a sua redução, o que já não acontecia há dois anos.

 
Segundo a APICCAPS, "o optimismo é ainda mais acentuado quanto às perspectivas de evolução das encomendas, com as empresas que esperam o seu aumento a superarem em 17 pontos percentuais as que receiam a sua redução".


Fonte: Oje





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